Os casos de dengue aumentaram consideravelmente no ano de 2024: apesar de muitas vezes ignorados os sintomas, segundo dados da EBC, através do Ministério da Saúde, o total de casos da doença passa de 3,5 milhões.
O órgão estima ainda que as mulheres são as mais afetadas pela doença, representando 55% das ocorrências prováveis, contra 44% de pessoas do sexo masculino. Vale lembrar que as mortes por dengue em 2024 já superam as de 2023 em 37%.
Quais os sintomas da dengue hemorrágica e da dengue comum?
Inicialmente, os sintomas presentes na dengue hemorrágica são os mesmos encontrados nos casos de dengue comum. Eles incluem:
- Febre alta (acima de 38°C), que surge de maneira repentina e duração variável de dois a sete dias;
- Dores de cabeça agudas;
- Dores nas articulações (um sintoma marcante em todas as variantes da doença);
- Dores na região posterior dos olhos;
- Sensação de abatimento;
- Esgotamento excessivo;
- Náuseas e vômitos.
Após o terceiro dia de infecção, e logo após a diminuição da febre, a forma mais grave da dengue se manifesta com os seguintes novos sintomas:
- Manchas avermelhadas na pele;
- Sangramento constante nas gengivas e no nariz;
- Dores abdominais intensas;
- Vômitos persistentes;
- Presença de sangue na urina;
- Insuficiência respiratória;
- Confusão mental, afetando a orientação, a atenção, a memória e até mesmo a fala.
Esses sintomas se intensificam devido a uma inflamação exacerbada no corpo humano, que provoca uma alteração nos padrões de coagulação, resultando em hemorragia e perda constante de fluidos.
Como são feitos os diagnósticos da dengue hemorrágica?
Assim como na dengue clássica, os diagnósticos são realizados através da observação clínica e do apoio de exames.
Alguns dos exames necessários incluem:
- Hemograma completo: Este exame é fundamental para verificar a quantidade de plaquetas no sangue e fornecer informações cruciais sobre possíveis evoluções da doença.
- Pesquisa de antígeno e anticorpos: Esses exames buscam detectar componentes específicos relacionados ao vírus da dengue no sangue do paciente, como o antígeno NS1 e os anticorpos IgM e IgG.
- Painel viral: Responsável pela detecção da presença de material genético do vírus Aedes Aegypti, este painel é composto por diversos testes, incluindo PCR, testes de antígenos e testes sorológicos.
- Sorologia: Este exame identifica se o paciente possui anticorpos contra o vírus da dengue, permitindo a análise do sorotipo do vírus ao qual o paciente foi exposto.
- Tipagem do vírus: Um teste laboratorial que determina o sorotipo específico do vírus da dengue ao qual o paciente foi exposto.
Quais são as causas da dengue hemorrágica?
A principal causa da dengue hemorrágica é a reação exagerada do sistema imunológico da pessoa na presença do vírus, tornando pessoas que já tiveram a doença mais suscetíveis a essa forma grave. A dengue hemorrágica pode se manifestar independentemente do sorotipo do vírus, mas casos do tipo DEN-2 apresentam um risco maior.
Como tratar a dengue hemorrágica?
O tratamento da dengue hemorrágica envolve internação, hidratação intravenosa e monitoramento constante da saúde do paciente. Em casos graves, pode ser necessário o uso de oxigênio e transfusões de sangue.
Como prevenir a dengue hemorrágica?
As medidas de prevenção para evitar a dengue hemorrágica são as mesmas indicadas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti. Isso inclui eliminar pontos de proliferação de mosquitos, fazer uso de repelentes e melhorar as condições de tratamento da água e do esgoto.
Existe vacina para a dengue?
Sim, a vacina tetravalente atenuada chamada Qdenga foi desenvolvida pela Farmacêutica Takeda e previne contra os quatro tipos de dengue. A vacina foi aprovada pela Anvisa e é recomendada para pessoas entre quatro e sessenta anos de idade.
A dengue hemorrágica é uma forma grave da doença, mas com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível evitar complicações sérias. A prevenção ainda é a melhor forma de combater a dengue, e a vacinação é uma importante medida para proteger a população contra a doença.
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